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APDA - Associação Portuguesa de Distribuição e Drenagem de Águas
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visitas

O conhecimento ao serviço da técnica e da cultura

 

Na manhã do dia 22 de novembro de 2019 realizar-se-ão três visitas, nomeadamente:

 

VISITA 1: ETA DO CARVOEIRO E ETAR DE ÍLHAVO

 

ETA DO CARVOEIRO

A Associação de Municípios do Carvoeiro-Vouga foi constituída em 1986, tendo implementado o Sistema Regional do Carvoeiro (SRC), que entrou em funcionamento em 1996 e foi ampliado entre 2013 e 2015. O SRC tem por objeto o abastecimento de água em alta aos municípios associados - Águeda, Albergaria-a-Velha, Aveiro, Estarreja, Ílhavo, Murtosa, Oliveira do Bairro e Vagos - designadamente a captação, tratamento e adução até aos centros de distribuição e armazenamento principal. Abastece ainda Válega do concelho de Ovar.

 

Em 1996, após concurso internacional, a exploração do sistema foi concessionada à Águas do Vouga, do Grupo Aquapor. 

 

A água bruta é captada no Rio Vouga, quer através de poços e de furos (água sub-aluvionar) localizados nas duas margens nas imediações de um açude existente, quer através de uma captação superficial. O caudal máximo proveniente das captações de poços e furos é de 1 512 m3/h e da captação superficial de 1 062 m3/h.

 

O processo de tratamento compreende para a água bruta proveniente da captação superficial, as etapas de

pré-ozonização, coagulação, floculação, flotação e filtração, assim como as etapas de ozonização e de adsorção por filtros de carvão ativado granular (CAG) para a água de poços e furos e para a mistura desta com a água superficial filtrada. O tratamento da água será completado com uma correção do equilíbrio calco-carbónico e desinfeção final que assegurará um residual de cloro suficiente para garantir a sua potabilidade ao longo da rede de abastecimento.

É ainda realizada recloragem em alguns reservatórios.

 

No total, o SRC integra 33 pontos de entrega, 5 Estações Elevatórias e cerca de 248 km de condutas adutoras, tendo uma capacidade de produção e tratamento de 54 864 m3/dia.

 

Com este projeto, ganham os cerca de 335 000 munícipes que terão garantias de um serviço exemplar e uma água de excelente qualidade e ganha o ambiente e a bacia hidrográfica do Vouga, dado que o projeto se integra numa estratégia regional, ampla e racional, complementando o projeto da barragem de Ribeiradio, a montante, e da Águas da Região de Aveiro e da Águas do Centro Litoral a jusante. Ganha ainda a região pelo investimento realizado, os municípios pela valorização do seu sistema de abastecimento de água em alta, e a Concessionária Águas do Vouga, ganha pela sua consistência e robustez técnica e económica.

 

Cortesia: 

 

ETAR DE ÍLHAVO

A Estação de Tratamento de Águas Residuais (ETAR) de Ílhavo recebe e trata os efluentes domésticos e industriais dos municípios de Aveiro, Cantanhede, Ílhavo, Mira e Vagos, estando preparada para servir cerca de 160 mil habitantes-equivalentes, representando mais de 39 mil m3/dia de efluentes líquidos.

 

Inaugurada em agosto de 2002, tratou-se de uma obra que teve um investimento total cerca de 13,2 milhões de euros, comparticipados em 85% pelo Fundo de Coesão.

 

O sistema de tratamento baseia-se num tratamento biológico por lamas ativadas em regime de média carga, com remoção da matéria orgânica. Através de processos físicos e biológicos, são removidos da água os resíduos sólidos e a matéria orgânica dissolvida.

 

Posteriormente, os subprodutos orgânicos (lamas), resultantes do tratamento de águas residuais, são sujeitos a tratamento, com vista à redução do seu volume e à produção de biogás. As lamas, depois de desidratadas em centrífuga, têm como destino final a compostagem. 

 

A ETAR dispõe, ainda, de uma unidade de cogeração, onde através da utilização do biogás produzido na digestão anaeróbia das lamas, produz o calor necessário ao processo de tratamento das lamas e eletricidade que injeta na rede elétrica pública. 

 

No final do processo de tratamento, o efluente tratado é devolvido ao meio recetor (Oceano Atlântico), através do Exutor Submarino de S. Jacinto.

 

Todo o sistema é dotado de instrumentação de controlo, automação e armazenamento de dados que permite a parametrização dos elementos necessários à otimização do processo de tratamento e à minimização dos custos de exploração.

 

Cortesia: 

 

VISITA 2: MUSEU MARÍTIMO DE ÍLHAVO E NAVIO SANTO ANDRÉ

 

O Museu Marítimo de Ílhavo (MMI) pertence ao Município de Ílhavo. Nasceu a 8 agosto de 1937, após um longo processo de gestação dinamizado por um grupo de amigos do Museu. Lugar de memória dos ilhavenses que o criaram, começou por assumir uma vocação etnográfica e regional. Em 2001 foi renovado e ampliado, passando a habitar num belo edifício de arquitetura moderna projetado pelo gabinete ARX Portugal. Nesse mesmo ano, o MMI passou a contar com o navio-museu Santo André, antigo arrastão bacalhoeiro.

 

Recentemente o MMI voltou a crescer e a qualificar-se - em 2012 foi criada a sua unidade de investigação e empreendedorismo, o CIEMar-Ílhavo e, em 2013, passou a incluir um admirável Aquário de bacalhaus, que consiste numa atraente exposição de património biológico dedicado à espécie Gadus morhua, o bacalhau do Atlântico, que podemos considerar “o nosso bacalhau”, aquele que os portugueses pescam e consomem há vários séculos. Plenamente inserido no percurso expositivo do Museu, o Aquário completa o discurso histórico e memorial da Faina Maior oferecendo ao público uma experiência de conhecimento e lazer incomparável.

 

O MMI é hoje um museu marítimo singular. A sua missão consiste em preservar a memória do trabalho no mar, promover a cultura e a identidade marítima dos portugueses. Museu, Aquário e Investigação resumem o atual Museu, uma instituição dedicada a todas as comunidades costeiras e aberta aos mais diversos públicos.

 

O MMI é testemunho da forte ligação dos Ílhavos ao mar e à Ria de Aveiro. A pesca do bacalhau nos mares da Terra Nova e Gronelândia, as fainas da Ria e a diáspora dos Ílhavos ao longo do litoral português são as referências patrimoniais do Museu. A cada um dos temas corresponde uma exposição permanente que oferece ao visitante a possibilidade de reencontrar inúmeros vestígios de um passado recente.

 

O Museu Marítimo de Ílhavo possui ainda o polo Navio-Museu Santo André. Um Navio que fez parte da frota portuguesa do bacalhau e pretende ilustrar as artes do arrasto. Este arrastão lateral (ou “clássico”) nasceu em 1948, na Holanda, por encomenda da Empresa de Pesca de Aveiro. Era um navio moderno, com 71,40 metros de comprimento e porão para vinte mil quintais de peixe (1 200 toneladas).

 

Nos anos oitenta surgiram restrições à pesca em águas exteriores que resultaram na redução da frota e no abate de boa parte dela. O Santo André não escapou à tendência. A 21 de agosto de 1997 foi desmantelado. O armador do navio, António do Lago Cerqueira, Lda (Pescas Tavares Mascarenhas, SA) e a Câmara Municipal de Ílhavo decidiram transformar o velho Santo André em navio-museu. Em agosto de 2001, o Santo André iniciou um novo ciclo da sua vida: mostrar aos presentes e vindouros como foram as pescarias do arrasto do bacalhau e honrar a memória de todos os seus tripulantes durante meio século de atividade.

 

O Navio-Museu Santo André está ancorado no Jardim Oudinot, na cidade da Gafanha da Nazaré, Município de Ílhavo.

 

 

Cortesia: 

VISITA 3: MUSEU VISTA ALEGRE

 

BAIRRO OPERÁRIO

A partir do largo da fábrica, epicentro social da atividade na Vista Alegre, descubra o que era o programa residencial da Fábrica, iniciado a partir de 1824, e a estrutura e funções de cada arruamento residencial, o inspirador bucolismo do local, a localização dos equipamentos de serviços à comunidade e também da variada atividade cultural, lúdica e formativa que esta antiga comunidade, desde o seu início, se preocupou em estarem disponíveis para esta verdadeira comunidade artística. 

 

MUSEU

Inaugurado em 1964, e constituindo um projeto que se vinha delineando desde a fundação da Fábrica da Vista Alegre (1824), o Museu, recentemente objeto de uma profunda ampliação e requalificação, dedica-se a promover a apreciação e interpretação do património industrial da Fábrica e ainda o percurso histórico da sua comunidade operária. Este museu inclui coleções de porcelana, vidro, equipamentos industriais e utensílios técnicos, desenhos, fotografia, e as coleções documental, Palácio da Vista Alegre, Capela da Nossa Senhora da Penha de França e instituições sociais. Foi considerado em 2017, pela Associação Portuguesa de Museologia, menção honrosa "Melhor Museu Português", e prémios "Merchandising Cultural" e "Trabalho de Museologia". Em 2018 foi-lhe também atribuído o muito prestigiado Regiostars Public Choice Awards. Este galardão foi atribuído à Câmara Municipal de Ílhavo pelo seu papel na requalificação do Museu Vista Alegre, bem como pelo plano para reavivar dois séculos de alma de porcelana histórica da Vista Alegre disseminando a intervenção a todo o bairro operário circundante: teatro, fábrica, capela, hotel, bairro operário propriamente dito e largo da fábrica. 

 

A CAPELA DE NOSSA SENHORA DA PENHA DE FRANÇA

Classificada como Monumento Nacional desde 1910 é uma capela que data dos finais do século XVII, obra do bispo D. Manuel de Moura Manuel, executada em sua vida, com exceção de duas torres da capela que foram levantadas pelo fundador fábrica - José Ferreira Pinto Basto, quase dois séculos depois, ainda que de acordo com o projeto inicial.

 

Das suas características mais marcantes destacam-se o túmulo de D. Manuel de Moura Manuel, obra escultórica de Claude Laprade, e ainda a Árvore de Jessé pintada no teto, uma das maiores e mais perfeitas que se conhecem na Europa.

 

Cortesia: 

 

As inscrições nas visitas devem ser efetuadas no secretariado, a partir das 14h30 do dia 19 de novembro até às 18h00 do dia 20 de novembro.